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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Chana Masson recebe prêmio de destaque 2011

Mulher de choro fácil, Chana Masson, certamente, derrubará mais lágrimas na noite de hoje (19). Escolhida melhor goleira do Mundial Feminino de Handebol pela Federação Internacional (IHF), a jogadora da Seleção Brasileira receberá mais uma merecida homenagem. Ela foi eleita destaque do handebol em 2011 no Prêmio Brasil Olímpico e receberá a homenagem em cerimônia marcada para as 19h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
A festa está em sua 13ª edição e premiará atletas de 47 modalidades olímpicas e pan-americanas. Chana recebeu a notícia durante o Mundial, encerrado ontem (18) em São Paulo, e não segurou a emoção. "Fiquei muito feliz com a notícia. Prêmios individuais dão muita motivação para continuar. É a recompensa pelo trabalho de muitos anos e prova que experiência ajuda, e muito", comemorou a goleira, que completou 33 anos ontem.
Chana entrou em quadra nos nove jogos disputados pelo Brasil no Mundial e terminou com 42% de aproveitamento, tendo feito 90 defesas em 216 chutes disparados contra o seu gol. "As vitórias da Seleção foram muito marcantes, como a virada contra a França (na primeira fase, após o Brasil estar perdendo por sete gols). E eu pude colaborar, fazendo defesas em momentos importantes. Acredito que por isso tenha sido escolhida como a melhor goleira do Mundial".
A competição foi mais um capítulo escrito na história da jogadora na Seleção. Ela participou das conquistas das três medalhas de ouro em Jogos Pan-americanos (Winnipeg/1999, Rio de Janeiro/2007 e Guadalajara/2011), competiu nas Olimpíadas de Sidney, Atenas e Pequim. Mundias foram quatro e, nesta edição, o Brasil conquistou sua melhor marca, a quinta posição.
"Foi um ano muito positivo para o handebol brasileiro, que vai ser lembrado para sempre. Pudemos ver que estamos no caminho certo e ter certeza de que a modalidade passará a ser vista com outros olhos no País. Acredito que os investimentos cresceram e, consequentemente, virão resultados cada vez melhores", destacou a veterana.
Os torcedores brasileiros, provavelmente, ganharão um presente em 2012. Poderão acompanhar Chana bem de perto. Após 11 anos atuando na Euorpa, a jogadora, hoje no Randers, da Dinamarca, está 90% fechada para defender a Metodista/São Bernardo a partir do ano que vem. "Fui a primeira a sair para a Europa e vou ser a primeira a voltar. Então, é como fechar um ciclo. É o que eu mais quero, neste momento, e vou ficar muito feliz se der certo mesmo."
Chana, natural de Capinzal (SC), adiantou que sua intenção em voltar para o Brasil é, também, incentivar os novos talentos da modalidade. "Acredito que, estando perto, posso ajudar as meninas que queiram começar no handebol. Vão poder me assistir jogar e treinar. Tudo o que eu puder fazer vou fazer."

Fonte: Photoegrafia

Noruega vence a França e levanta a taça do Mundial

A hegemonia no handebol feminino é da Noruega. Neste domingo (18), as escandinavas conquistaram o título do Campeonato Mundial ao derrotarem, sem dificuldade, a França por 32 a 24 (19 a 13 no primeiro tempo). Foi o segundo título da competição na história do país nórdico, que vencera pela primeira vez em 1999, em torneio sediado na própria Noruega e na Dinamarca. Além disso, a equipe é a atual campeã olímpica e tetracampeã europeia.
A partida contra a França confirmou o favoritismo norueguês desde o primeiro lance, com um gol das escandinavas aos 30 segundos de jogo. As francesas, vice-campeãs mundiais em 2009, quando perderam o troféu para a Rússia, equilibraram as ações e chegaram a liderar o jogo. Aos 14 minutos da etapa inicial, porém, a Noruega virou e não permitiu mais a reação rival. No fim do primeiro tempo, seis gols separavam as duas equipes: 19 a 13.
O que já estava bom para as campeãs olímpicas ficou ainda melhor no segundo tempo. Com mais calma  e menos erros de ataque, elas ampliaram a vantagem, que chegou a oito gols no apito afinal. Título e festa garantida para os cerca de 600 noruegueses presentes ao Ginásio do Ibirapuera.
Além da medalha de ouro, a Noruega, que já tinha vaga garantida nos Jogos Olímpicos de Londres pelo título europeu no ano passado, teve a pivô Heidi Loke eleita para a seleção do Mundial. "É muito difícil explicar o sentimento de ser campeã europeia, mundial e olímpica. Estamos realizadas, muito satisfeitas", disse a goleira Kari Grimsbo.
"Nossas jogadoras estavam muito motivadas para vencer. Em nenhum momento passou pela cabeça da gente a possibilidade de perder", completou o técnico Thorir Hergeirsson: "De março a julho, fizemos amistosos só com jogadoras novas e perdemos muitos jogos, inclusive quatro vezes para a França. De julho até agora, fomos colocando as jogadoras mais experientes. O time que veio ao Brasil é uma mistura dessas duas equipes", explicou o treinador.
Do lado francês, sobraram lamentações quanto aos desfalques. "Estamos decepcionados. Hoje, foi uma derrota mais doída do que na final contra a Rússia, em 2009. Estávamos desfalcados e tínhamos possibilidade de vencer se estivéssemos completos", disse o técnico Olivier Krumbholz, referindo-se à central Allison Pineau e à ponteira Mariama Signate, machucadas. Pineau, considerada a melhor atleta da equipe, vai desfalcar a seleção também no Pré-Olímpico, em maio. Ela sofreu ruptura no ligamento cruzamento do joelho esquerdo e deverá ficar de molho por seis meses.
Outros jogos - Com a vitória sobre a Dinamarca por 24 a 18, a Espanha completou o pódio do Mundial. Foi a primeira medalha do país na história da competição. O Brasil também alcançou marca histórica. Com a goleada por 36 a 20 sobre a Rússia, a equipe encerrou o torneio na quinta colocação. O sétimo lugar ficou com a Croácia, que bateu Angola por 32 a 29.
Seleção do Mundial - A Federação Internacional de Handebol (IHF) divulgou as sete melhores jogadoras da competição:
Goleira - Chana Masson (Brasil)
Central - Allison Pineau (França)
Armadora-direita - Line Jorgensen (Dinamarca)
Armadora-esquerda - Andrea Penezic (Croácia)
Ponta-direita - Carmen Martin (Espanha)
Ponta-esquerda - Emilia Turei (Rússia)
Pivô - Heidi Loke (Noruega)

Classificação final:
1 - Noruega
2 - França
3 - Espanha
4 - Dinamarca
5 - Brasil
6 - Rússia
7 - Croácia
8 - Angola
9 - Suécia
10 - Montenegro
11 - Coreia do Sul
12 - Islândia
13 - Romênia
14 - Japão
15 - Holanda
16 - Costa do Marfim
17 - Alemanha
18 - Tunísia
19 - Cazaquistão
20 - Uruguai
21 - China
22 - Cuba
23 - Argentina
24 - Austrália

Fonte: Photoegrafia

domingo, 18 de dezembro de 2011

Em dia de festa, Brasil vence e conquista recorde no Mundial

O handebol feminino brasileiro conseguiu hoje (18) seu melhor resultado na história dos Mundiais. A equipe comandada pelo dinamarquês Morten Soubak goleou a Rússia por 36 a 20 (18 a 11 no primeiro tempo) no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, e encerrou a competição em quinto lugar. Antes, o melhor desempenho verde e amarelo havia sido em 2005, na Rússia, quando ficou em sétimo.
A marca histórica coroa os 33 anos da goleira Chana, completados hoje. "Se todas as competições fossem disputadas no Brasil, ganharíamos uma logo", brincou a atleta. "O mais importante é que colocamos a torcida do nosso lado. Tenho certeza de que ela vai nos acompanhar onde estivermos. O Mundial foi superpositivo. Jogamos mal apenas um jogo e isso não pode apagar o que fizemos nos outros sete, que foram muito bons", completou a aniversariante, referindo-se à derrota para a Espanha nas quartas de final, quarta-feira (14), por 27 a 26.
Eleita a melhor jogadora da partida, Chana está feliz com o seu desempenho no Mundial e quer prolongar a carreira. Ela anunicou que, em 2012, deve retornar ao Brasil. "Está cada vez mais difícil parar de jogar, porque eu me sinto cada vez melhor. Voltar ao Brasil é tudo o que eu quero. Fico na Europa até maio. Depois das Olimpíadas, estou 90% fechada com a Metodista/São Bernardo", afirmou.
Barbara Arenhart, companheira de posição de Chana, é só elogios à veterana. "Ela é fundamental para a Seleção e coloca todos para cima quando a gente precisa. Por isso, mereceu o prêmio que ganhou hoje. Tenho com ela uma relação dentro de quadra que nunca tive com outra goleira. Parece até que nascemos grudadas. Nossa união é transparente."
O jogo - Em quadra, o duelo foi de opostos. Enquanto o Brasil entrou ligado, disposto a obter a melhor posição em Mundais, a Rússia parecia abatida por ter perdido a chance de tentar o tetracampeonato. Isso se refletiu no resultado desde os primeiros minutos. Mais rápidas no contra-ataque e atentas na defesa, as brasileiras logo abriram 3 a 0 no placar.
Quando a Rússia atacava, brilhava a estrela de Chana. A goleira estava inspiradíssima e fez, pelo menos, três grandes defesas no primeiro tempo. Com essa segurança atrás, as pontas Alexandra e Fernanda garantiram o poder ofensivo, e o Brasil chegou ao intervalo com sete gols à frente no placar.
No segundo tempo, o Brasil pisou ainda mais no acelerador e ampliou a vantagem. "Cumprimos o objetivo de superar nossa melhor colodcação em Mundiais e conseguimos fazer com que o handebol brasileiro ganhasse respeito na Europa. É tudo bom demais", comemorou a armadora Eduarda Amorim, a Duda. "No jogo de hoje, mesmo no limite físico e mental, conseguimos ter concentração. Agora, já estamos pensando em Londres. Pode ter certeza de que vamos atrás da medalha", completou a também armadora Deonise.
O técnico Morten Soubak mostrou satisfação com a campanha brasileira. "Jogamos um Mundial excepcional e conseguimos brigar de igual para igual com todos os outros times. Erramos naqueles 15 segundos contra a Espanha", lamentou. "Claro que sempre há o que melhorar, e o principal é equilibrar mais a defesa. Em um mesmo jogo, há períodos em que tomamos muitos gols e outros em que não tomamos nenhum", acrescentou o dinamarquês.
O treinador russo, Evgeny Trefilov, assumiu a responsabilidade pela derrota e achou o resultado justo. "Não adianta tentar achar justificativas", afirmou.

Fonte: Photoegrafia

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Alemanha e França serão sedes dos Mundiais de 2017

O Campeonato Mundial de Handebol já tem casa definida para a edição de 2017. As sedes da competição, tanto masculina quanto feminina, foram definidas ontem (17), em São Paulo, após votação do conselho da Federação Internacional de Handebol (IHF). Para as mulheres, a Alemanha, única candidata, foi confirmada. Já a disputa entre os homens terá como casa a França, que acabou levando a melhor na concorrência contra a Dinamarca. 
As sedes dos próximos dois Mundiais já estavam escolhidas. O Masculino será na Espanha (2013) e no Qatar (2015), enquanto o Feminino será na Sérvia (2013) e na Dinamarca (2015). "Nós tínhamos duas grandes nações candidatas a receber o Mundial Masculino de 2017, o que é muito importante para a IHF", resumiu o presidente da entidade, Hassan Moustafa, que anunciou o resultado.
Dos 17 membros do Conselho da IHF, 13 votaram. Não participaram da votação dois franceses (porque o país estava concorrendo) e o presidente da Federação Internacional. Além disso, houve uma abstenção. Os dois países escolhidos têm grande experiência na organização do evento. A Alemanha recebeu o Mundial Feminino em 1965 e 1997, além do Masculino nos anos de 1958, 1961, 1974, 1982 e 2007. Já a França sediou o Masculino em 1970 e 2001, e o Feminino em 2007.
A Alemanha apresentou a candidatura com seis cidades-sedes: Berlim, Flensburg, Wetzlar, Stuttgart, Leipzig e Colônia, que deve receber os jogos finais. Já a França terá nove cidades no circuito: Aix, Bordeaux, Lille, Paris-Bercy, Dunkerque, Lyon, Montpellier, Nantes e Nanterre. O país prometeu a construção de dez novas arenas para o torneio.
"Nós queremos melhorar o handebol na Alemanha, e esse Mundial vai contribuir para isso. Mesmo que nossa equipe não tenha ido bem nesta edição (ficou em 17º lugar no Brasil), nós saímos daqui com dois troféus: um pela President’s Cup e um por ser o organizador do Mundial de 2017", destacou o presidente da Federação Alemã de Handebol, Ulrich Strombach.
"Obrigada a todos que nos ajudaram na nossa campanha e a meus amigos da Dinamarca. Amanhã é um outro dia. Bem-vindos à França-2017", resumiu o Presidente da Federação Francesa, Joel Delplangue.

Fonte: Photoegrafia

Brasil pega a Croácia de olho no quinto lugar

O Mundial Feminino de Handebol não acabou para o Brasil. Após ter sido superado pela Espanha no último minuto por 27 a 26 ontem (14), pelas quartas de final, a equipe vai, agora, em busca do quinto lugar, tentando superar sua melhor colocação na história do campeonato, a sétima posição conquistada na Rússia, em 2005. O primeiro desafio será vencer a Croácia amanhã (16), às 14h30, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

"Ontem foi dia de chorarmos por conta do resultado contra a Espanha, naturalmente. Mas, a partir de hoje, vamos nos concentrar na disputa do quinto lugar", comentou o técnico da Seleção Brasileira, o dinamaquês Morten Soubak. "Disputar um Mundial em casa é especial para todas as jogadoras. Para nós, a competição ainda não acabou. Vamos em busca deste quinto lugar, para batermos nossa melhor colocação", completou a pivô Dani Piedade.

Caso derrote a Croácia, o Brasil pega o vencedor de Rússia e Angola no domingo (18), às 9h, para decidir o quinto lugar. Russos e angolanos se enfrentam amanhã (16), às 11h45. No fim da tarde, às 17h15, o Ginásio do Ibirapuera recebe França x Dinamarca pela semifinal. O outro jogo valendo vaga na decisão será entre Noruega x Espanha, às 20h.

Programação - Ginásio do Ibirapuera

Amanhã (16):

Jogos pela disputa de 7º a 8º
11h45 - Rússia x Angola
14h30 - Croácia x Brasil

Semifinais
17h15 - França x Dinamarca
20h - Noruega x Espanha

Domingo (18):
9h - Definição de 5º e 6º
11h45 - Definição de 7º e 8º
14h30 - Disputa do bronze
17h15 - Final do Mundial
 
Fonte: Photoegrafia

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Brasil está nas quartas de final do Mundial Feminino

Um passeio contra a Costa do Marfim e a vitória elástica por 35 a 22 (15 a 8 no primeiro tempo). Assim, a Seleção Brasileira está nas quartas de final do Mundial Feminino de Handebol e volta a jogar na quarta-feira (14), às 20h, contra a Espanha. Os destaques foram, mais uma vez, a goleira Chana, que teve aproveitamento de 50%, e Alexandra, artilheira da noite com dez gols e eleita a melhor da partida.
Foi a ponta-direita que fez os três primeiros gols do Brasil. Aos dez minutos, tinha marcado cinco vezes, e Chana já dava início à ótima sequência de defesas. As marfinenses, no entanto, pouco fizeram durante os 60 minutos. Apáticas em quadra, sobretudo no segundo tempo, acumularam erros de passe e finalizações, facilitando a vida das donas da casa, que já eram superiores.
No fim do jogo, a goleira Babi proporcionou replay dos últimos minutos contra a Tunísia, na primeira fase: arriscou de longe e acertou, para sacramentar a vitória da Seleção. No entanto, a arbitragem alegou que a sinalização sonora já havia determinado o fim do jogo e não validou o gol.
Outra jogadora que brilhou foi a central Ana Paula, autora da maior parte das assistências. "Minha função é proporcionar a melhor condição de arremesso para as meninas e, graças a Deus, estou conseguindo fazer isso."
Alexandra comemorou outra boa atuação. "É tudo muito rápido na hora do jogo. Não dá para pensar em acertar ‘x’ bolas e fazer gols bonitos. Meu objetivo é ajudar a equipe. Fico quietinha na ponta. Se a bola vem, eu agradeço e tento não desperdiçar", brincou. "Essa característica de ser artilheira começou nos últimos anos, porque veio com a experiência", completou a jogadora, que está em seu terceiro Mundial.
Já com a cabeça nas quartas de final, Chana adiantou o que espera das espanholas. "Não é uma surpresa. Todos sabem da qualidade da Espanha. É um time que não entra em quadra para brincar. Vou tentar passar tranquilidade para as meninas, porque ter calma será um fator fundamental." Por coincidência, Silvia Navarro, goleira das europeias, também vem fazendo um ótimo Mundial. "A quarta-feira promete um duelo de goleiras", arriscou a pivô Dara, que joga no Bera Bera, da Espanha.
Confrontos das quartas de final
Quarta-feira (14), no Ginásio do Ibirapuera (São Paulo)
11h45 - Rússia x França
14h30 - Angola x Dinamarca
17h15 - Croácia x Noruega
20h - Espanha x Brasil

Fonte: Photoegrafia

domingo, 11 de dezembro de 2011

Espanha vence e entra no caminho do Brasil no Mundial

Com atuação brilhante da goleira Silvia Navarro, a Espanha venceu  Montenegro hoje (11) por 23 a 19 (11 a 9 no primeiro tempo), no Ginásio José Corrêa, em Barueri, e se classificou para as quartas de final do Mundial Feminino de Handebol. Na quarta-feira (14), as espanholas enfrentam o vencedor de Brasil x Costa do Marfim, que jogam amanhã (12), às 20h, no Ibirapuera.
A seleção ibérica foi superior às montenegrinas em toda a partida. Com precisão nos contra-ataques e um paredão no gol - a goleira Navarro, eleita a melhor jogadora da partida, teve 65% de aproveitamento nas defesas - logo abriu boa vantagem. O primeiro gol de Montenegro saiu apenas aos seis minutos.
Com defesa sólida e ataque eficiente, a vantagem chegou a ser de cinco gols (10 a 5). Porém, a equipe relaxou e, no fim do primeiro tempo, Montenegro encostou no placar. Ao fim do primeiro tempo, a Espanha vencia por 11 a 9.
Na segunda etapa, o time comandado pelo técnico Jorge Dueñas de Galarza voltou mais atento e logo conseguiu abrir quatro gols de vantagem, número que se manteve até o apito final. "Foi um jogo muito difícil. Montenegro é uma grande equipe, mas jogamos focadas e motivadas", disse a goleira Navarro.
Ao ser perguntado sobre o Brasil, possível adversário nas quartas, o técnico da Espanha disse que a derrota para as brasileiras no amistoso disputado no dia 26, em São Bernardo do Campo (28 a 24), não vai influenciar a equipe. "Hoje vamos comemorar a nossa vitória e amanhã pensamos no Brasil. Amistoso é amistoso. Agora as coisas são diferentes, porque é competição", opinou.
O técnico do Brasil, Morten Soubak, e membros da comissão técnica da Seleção acompanharam a vitória espanhola das arquibancadas do ginásio. O treinador fez anotações, mas não quis projetar o possível duelo contra as europeias. "Minha cabeça está apenas na Costa do Marfim."
A Noruega, atual campeã olímpica e tetracampeã europeia, segue na briga pelo título. A equipe goleou hoje a Holanda por 34 a 22, na Arena Santos, e também garantiu vaga nas quartas de final. O time dirigido por Thorir Hergeirsson foi muito bem, tanto no ataque como na defesa, o jogo todo. A pivô Heidi Loke foi eleita a melhor atleta da partida.
"A Holanda tem uma equipe habilidosa e tivemos trabalho para neutralizar os pontos principais do adversário. Esta vitória nos deixa ainda mais motivados para seguirmos trabalhando", disse Hergeirsson. "Conseguimos impor nosso jogo e vencemos com boa vantagem", afirmou a norueguesa Linn Jorum Sulland.

Fonte: Photoegrafia