A quinta vitória da Seleção Brasileira no Mundial Feminino de Handebol saiu das mãos da goleira Babi, a dez segundos do fim do jogo. Com um gol inesperado, em um arremesso de área para área, a jogadora garantiu o placar 34 a 33 para as donas da casa contra a Tunísia hoje (9), no Ibirapuera, sede do Grupo C, pela última rodada da primeira fase. O primeiro tempo terminou 20 a 16 para as africanas. Na segunda-feira (12), o Brasil enfrenta a Costa do Marfim às 20h, no mesmo local, pelas oitavas de final.
No dramático duelo desta noite, a bola balançou a rede das tunisianas, e o apito final liberou a festa para as brasileiras: abraço coletivo em Babi e muita comemoração. "O cansaço foi, visivelmente, nosso maior inimigo em quadra. Mas, pela campanha que fizemos no Mundial até aqui, merecíamos ganhar. Então, a sensação de ter decidido o resultado a nosso favor é indescritível", comemorou a camisa 12. "Sempre esperamos uma oportunidade de fazer gol, porque é diferente para nós. Quando vi a defesa aberta e a goleira delas fora, não tive dúvida em arremessar."
O jogo foi morno, com as duas equipes se revezando à frente no placar. No entanto, a Tunísia, melhor na defesa, conseguiu abrir vantagem em alguns momentos. Do outro lado, o Brasil pecava nas finalizações, mas conseguiu empatar aos 29 minutos (33 a 33). Foi, então, que a inspiração de Babi entrou em quadra. O gol decisivo deu sequência à boa atuação das goleiras da Seleção. Além de Babi, Chana teve ótima participação na primeira fase, especialmente na virada histórica contra a França.
Com o time já classificado em primeiro lugar, o técnico Morten Soubak deu oportunidade a atletas pouco utilizadas. Os destaques foram a armadora-direita Francine e a ponta-direita Jéssica, que receberam elogios. "A Fran, em minha opinião, deveria ter sido escolhida a melhor da partida. A Jéssica também foi muito bem. Ela é a mais nova do grupo e soube chamar a responsabilidade, fazendo gols em momentos cruciais", disse o treinador.
A central Ana Paula e a armadora-esquerda Silvia Helena também tiveram atuação destacada nesta noite. Amanhã (10), Morten Soubak começa a estudar a Costa do Marfim, adversária na briga por uma vaga nas quartas de final. "É um time muito forte fisicamente e que tem apresentado altos e baixos no torneio. Elas perderam por apenas três gols para a Suécia", comentou o técnico do Brasil.
Outrros jogos - Pelo Grupo A, a Islândia se juntou a Noruega, Angola e Montenegro nas oitavas de final. A equipe bateu a China por 23 a 16 em duelo que encerrou a primeira fase da chave, na Arena Santos. Alemanha e China disputarão a President's Cup, minitorneio que definirá as posições de 17º a 24º lugares.
"Não tivemos uma boa atuação. Mesmo assim, conseguimos a vitória e alcançamos o objetivo que era passar de fase", disse a islandesa Dagny Skuladottir, eleita a melhor em quadra.
No Grupo D, em São Bernardo do Campo, a Croácia venceu a Argentina de virada por 22 a 18 (9 a 11 no intervalo). Com o resultado, as europeias asseguraram o segundo lugar na chave e vão enfrentar a Romênia, terceira colocada do Grupo C, nas oitavas de final. Lanterna de seu grupo, a Argentina vai disputar a President's Cup ao lado do Uruguai.
A partida começou equilibrada, com predomínio argentino. Contudo, assim como no confronto de quinta (8), quando as argentinas perderam das uruguaias, a torcida brasileira fez a diferença para o adversário, no caso a Croácia, que virou a partida no segundo tempo. "Quando jogamos sem pressão, vamos bem, mas a torcida nos atrapalhou hoje", disse o técnico argentino, Miguel Interllige.
Em Barueri, sede do Grupo B, a seleção russa confirmou o primeiro lugar da chave ao bater o eliminado Cazaquistão por 34 a 19 (21 a 6 no primeiro tempo).
Jogos de hoje (9)
Grupo A
Angola 25 x 22 Alemanha
Noruega 28 x 27 Montenegro
China 16 x 23 Islândia
Grupo B
Espanha 39 x 9 Austrália
Holanda 26 x 38 Coreia do Sul
Rússia 34 x 19 Cazaquistão
Grupo C
Cuba 24 x 32 Japão
Romênia 20 x 39 França
Brasil 34 x 33 Tunísia
Grupo D
Costa do Marfim 31 x 24 Uruguai
Suécia 19 x 20 Dinamarca
Croácia 23 x 18 Argentina
Confrontos das oitavas de final
DOMINGO (11)
Santos
14h30 - Coreia do Sul x Angola
17h15 - Noruega x Holanda
Barueri
14h30 - Rússia x Islândia
17h15 - Montenegro x Espanha
SEGUNDA-FEIRA (12)
São Paulo
14h30 - Suécia x França
20h - Brasil x Costa do Marfim
São Bernardo
14h30 - Romênia x Croácia
17h15 - Dinamarca x Japão
Fonte: Photoegrafia
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sábado, 10 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Brasil vence Romênia e fica em primeiro lugar
A Seleção Brasileira Feminina de Handebol garantiu a primeira colocação do Grupo C do Campeonato Mundial, em São Paulo, fato inédito para a equipe na história dos Mundiais. As anfitriãs derrotaram a Romênia hoje (8), no Ginásio do Ibirapuera, por 33 a 28 (14 a 11 no primeiro tempo). Foi a quarta vitória seguida em quatro jogos. Classificado para as oitavas de final, o Brasil encerra participação na primeira fase amanhã (9), contra a Tunísia, às 19h45.
O placar não foi elástico, mas em nenhum momento as romenas ameaçaram as comandadas do técnico dinamarquês Morten Soubak. A defesa romena pouco funcionou, e a ponta-direita brasileira Alexandra sobrou livre na área diversas vezes e emplacou sequência de golaços após passes redondos da central Ana Paula. Alê foi a artilheira do confronto com oito gols.
"Apanhei bastante e sofri muitas faltas, mas deu tudo certo e consegui ajudar a equipe. É muito bom quando a maioria das bolas entra", comentou a goleadora. Outro destaque da noite foi a armadora-esquerda Duda, responsável por interceptar a maioria dos contra-ataques das romenas.
Sobre o próximo jogo, a ponta-esquerda Fernanda comentou sobre o ponto forte da Tunísia. "É um time com boas individualidades. A principal é a Mouna (Chebbah). Precisamos ficar atentas", alertou. "Mais importante do que pensar no adversário é continuar entrando em quadra com a mesma garra de sempre", completou a jogadora, segunda maior artilheira da equipe ontem, com seis gols. O técnico Morten Soubak vai aproveitar a partida para dar ritmo às atletas que menos entraram em quadra no Mundial. "Aposto que elas vão querer me mostrar que deveriam ter jogado mais", brincou.
Torcida especial - Zeba e Thiagus Petrus, jogadores da Seleção Brasileira Masculina de Handebol, compareceram ao Ibirapuera para torcer pelas meninas. Além deles, a equipe feminina contou com um empurrãozinho dos times de handebol de uma escola de Campinas, que vieram em caravana de cerca de 30 pessoas. Verônica Valeiras, de 17 anos, uma das alunas, pratica o esporte desde os 9.
"Não sabia que a Seleção Feminina era tão boa assim. Elas jogam muito. Eu me surpreendi. Para mim, é muito bom. Só de ver já dá para aprender. Adoro handebol. Meu irmão e meu primo também jogam", contou a estudante, que mora em Campinas, mas é de Santos, outra sede do Mundial.
Tabela do Grupo C - Além de Brasil x Tunísia, o Ginásio do Ibirapuera receberá Cuba x Japão amanhã, às 15h. Mais tarde, às 17h15, entram em quadra Romênia e França, na briga pela segunda posição.
Também hoje, pelo Grupo D, o Uruguai levou a melhor sobre a Argentina no clássico sul-americano. As uruguaias venceram por 19 a 16 (11 a 11 no intervalo) e deixaram a rival na lanterna da chave. A partida ocorreu no Ginásio Adib Moyses Dib, em São Bernardo do Campo, e encerrou a rodada.
Para sair com a vitória, o time celeste contou com o apoio da torcida brasileira. Vaias quando a Argentina pegava na bola e aplausos a cada gol uruguaio deram a tônica da partida.
"Contra a Argentina sempre é um clássico. Foi a primeira vez que ganhamos uma partida em um Mundial adulto. Por isso, tem um sabor duplo para nós", disse o técnico da seleção uruguaia, Leonardo Punales. "Agora, vamos tentar recuperar as jogadoras para a partida de amanhã (9)", completou, referindo-se ao duelo com a Costa do Marfim, às 15h. O vencedor será o rival do Brasil nas oitavas de final. A Argentina, por sua vez, enfrenta a Croácia às 19h30.
Resultados de hoje
Grupo C (Ibirapuera)
Japão 32 x 31 Tunísia
França 38 x 18 Cuba
Brasil 33 x 28 Romênia
Grupo D (São Bernardo)
Croácia 27 x 26 Suécia
Dinamarca 38 x 17 Costa do Marfim
Uruguai 19 x 16 Argetina
Fonte Photoegrafia
O placar não foi elástico, mas em nenhum momento as romenas ameaçaram as comandadas do técnico dinamarquês Morten Soubak. A defesa romena pouco funcionou, e a ponta-direita brasileira Alexandra sobrou livre na área diversas vezes e emplacou sequência de golaços após passes redondos da central Ana Paula. Alê foi a artilheira do confronto com oito gols.
"Apanhei bastante e sofri muitas faltas, mas deu tudo certo e consegui ajudar a equipe. É muito bom quando a maioria das bolas entra", comentou a goleadora. Outro destaque da noite foi a armadora-esquerda Duda, responsável por interceptar a maioria dos contra-ataques das romenas.
Sobre o próximo jogo, a ponta-esquerda Fernanda comentou sobre o ponto forte da Tunísia. "É um time com boas individualidades. A principal é a Mouna (Chebbah). Precisamos ficar atentas", alertou. "Mais importante do que pensar no adversário é continuar entrando em quadra com a mesma garra de sempre", completou a jogadora, segunda maior artilheira da equipe ontem, com seis gols. O técnico Morten Soubak vai aproveitar a partida para dar ritmo às atletas que menos entraram em quadra no Mundial. "Aposto que elas vão querer me mostrar que deveriam ter jogado mais", brincou.
Torcida especial - Zeba e Thiagus Petrus, jogadores da Seleção Brasileira Masculina de Handebol, compareceram ao Ibirapuera para torcer pelas meninas. Além deles, a equipe feminina contou com um empurrãozinho dos times de handebol de uma escola de Campinas, que vieram em caravana de cerca de 30 pessoas. Verônica Valeiras, de 17 anos, uma das alunas, pratica o esporte desde os 9.
"Não sabia que a Seleção Feminina era tão boa assim. Elas jogam muito. Eu me surpreendi. Para mim, é muito bom. Só de ver já dá para aprender. Adoro handebol. Meu irmão e meu primo também jogam", contou a estudante, que mora em Campinas, mas é de Santos, outra sede do Mundial.
Tabela do Grupo C - Além de Brasil x Tunísia, o Ginásio do Ibirapuera receberá Cuba x Japão amanhã, às 15h. Mais tarde, às 17h15, entram em quadra Romênia e França, na briga pela segunda posição.
Também hoje, pelo Grupo D, o Uruguai levou a melhor sobre a Argentina no clássico sul-americano. As uruguaias venceram por 19 a 16 (11 a 11 no intervalo) e deixaram a rival na lanterna da chave. A partida ocorreu no Ginásio Adib Moyses Dib, em São Bernardo do Campo, e encerrou a rodada.
Para sair com a vitória, o time celeste contou com o apoio da torcida brasileira. Vaias quando a Argentina pegava na bola e aplausos a cada gol uruguaio deram a tônica da partida.
"Contra a Argentina sempre é um clássico. Foi a primeira vez que ganhamos uma partida em um Mundial adulto. Por isso, tem um sabor duplo para nós", disse o técnico da seleção uruguaia, Leonardo Punales. "Agora, vamos tentar recuperar as jogadoras para a partida de amanhã (9)", completou, referindo-se ao duelo com a Costa do Marfim, às 15h. O vencedor será o rival do Brasil nas oitavas de final. A Argentina, por sua vez, enfrenta a Croácia às 19h30.
Resultados de hoje
Grupo C (Ibirapuera)
Japão 32 x 31 Tunísia
França 38 x 18 Cuba
Brasil 33 x 28 Romênia
Grupo D (São Bernardo)
Croácia 27 x 26 Suécia
Dinamarca 38 x 17 Costa do Marfim
Uruguai 19 x 16 Argetina
Fonte Photoegrafia
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Croácia vence Suécia e embola Grupo D do Mundial
Em jogo muito equilibrado no Ginásio Adib Moyses Dib, em São Bernardo do Campo, a Croácia derrotou hoje (8) a Suécia por 27 a 26 (14 a 12 no intervalo) pelo Grupo D do Campeonato Mundial Feminino de Handebol. Com o resultado, as croatas empataram na liderança da chave com suecas e dinamarquesas, todas com seis pontos. A Dinamarca ainda jogará hoje contra Costa do Marfim.
A partida foi marcada pelo equilíbrio desde o início. Superior na marcação e nos contra-ataques, a Croácia conseguiu tomar a dianteira do placar no primeiro tempo e obteve a vitória parcial por 14 a 12. No segundo, apesar da pressão sueca, as croatas se mantiveram à frente no placar o tempo todo.
"Cometemos erros, mas jogamos com mais velocidade, por isso vencemos", afirmou o treinador da Croácia, Vladimir Canjuga. "Não tivemos sorte no início do segundo tempo, mas a Croácia jogou bem. Perdemos, mas tivemos boa criatividade na partida", analisou o técnico sueco Per Johansson.
No Ginásio do Ibirapuera, sede do Grupo D, Japão e Tunísia fizeram um jogo muito equilibrado e decidido nos segundos finais no primeiro duelo do dia. As duas equipes tiveram atuação fraca no sistema defensivo, permitindo que o ataque adversário se infiltrasse com facilidade.
O final foi dramático. O placar marcava 31 a 31 a quatro segundos do apito final, quando a japonesa Shio Fujii balançou a rede das tunisianas em um tiro de sete metros e garantiu a vitória. Abalado com a derrota, o treinador do time africano foi substituído na entrevista coletiva por seu assistente-técnico Lahiani Issam.
"Foi um jogo muito difícil para nós. Mesmo vencendo, precisamos continuar trabalhando e melhorando os fundamentos se quisermos garantir nossa classificação para as oitavas de final", comentou a japonesa Hiromi Tashiro. As orientais, que chegaram a três pontos e estão em quarto lugar no grupo, pegam Cuba na última rodada da primeira fase, amanhã (9), às 15h. A Tunísia, que enfrenta o Brasil às 19h45, ficou em situação delicada, com apenas dois pontos.
Fonte: Photoegrafia
A partida foi marcada pelo equilíbrio desde o início. Superior na marcação e nos contra-ataques, a Croácia conseguiu tomar a dianteira do placar no primeiro tempo e obteve a vitória parcial por 14 a 12. No segundo, apesar da pressão sueca, as croatas se mantiveram à frente no placar o tempo todo.
"Cometemos erros, mas jogamos com mais velocidade, por isso vencemos", afirmou o treinador da Croácia, Vladimir Canjuga. "Não tivemos sorte no início do segundo tempo, mas a Croácia jogou bem. Perdemos, mas tivemos boa criatividade na partida", analisou o técnico sueco Per Johansson.
No Ginásio do Ibirapuera, sede do Grupo D, Japão e Tunísia fizeram um jogo muito equilibrado e decidido nos segundos finais no primeiro duelo do dia. As duas equipes tiveram atuação fraca no sistema defensivo, permitindo que o ataque adversário se infiltrasse com facilidade.
O final foi dramático. O placar marcava 31 a 31 a quatro segundos do apito final, quando a japonesa Shio Fujii balançou a rede das tunisianas em um tiro de sete metros e garantiu a vitória. Abalado com a derrota, o treinador do time africano foi substituído na entrevista coletiva por seu assistente-técnico Lahiani Issam.
"Foi um jogo muito difícil para nós. Mesmo vencendo, precisamos continuar trabalhando e melhorando os fundamentos se quisermos garantir nossa classificação para as oitavas de final", comentou a japonesa Hiromi Tashiro. As orientais, que chegaram a três pontos e estão em quarto lugar no grupo, pegam Cuba na última rodada da primeira fase, amanhã (9), às 15h. A Tunísia, que enfrenta o Brasil às 19h45, ficou em situação delicada, com apenas dois pontos.
Fonte: Photoegrafia
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Brasil pega a Romênia pela liderança do Grupo C
A incrível vitória de virada da Seleção Brasileira feminina de handebol sobre a França, atual vice-campeã mundial, encheu de moral as jogadoras para a sequência do Campeonato Mundial, que está sendo realizado em São Paulo. A comemoração foi grande, mas a partida já faz parte do passado. A ordem do técnico Morten Soubak é passar uma borracha naquele jogo e se concentrar na também decisiva partida de amanhã (8) contra a Romênia, às 19h45, no Ibirapuera.
Fonte: Photoegrafia
O duelo vale a liderança do Grupo C. O Brasil está com seis pontos (três vitórias em três jogos), seguido de perto pela Romênia, que tem cinco (duas vitórias e um empate). Quem vencer terminará o dia na ponta. Apesar da instabilidade da equipe romena, que passou com dificuldades por Tunísia (30 a 28) e Cuba (33 a 27), além de ter empatado com o Japão (28 a 28), o técnico do Brasil, o dinamarquês Morten Soubak aposta num duelo muito difícil.
"Vamos jogar contra uma equipe que ficou em terceiro lugar no Campeonato Europeu do ano passado. É um time de qualidade, que tem história no handebol feminino mundial", comentou. O porte físico das romenas foi apontado pelo treinador como um dos pontos mais fortes do time. "Além dessa força, elas jogam com muitas combinações diferentes de ataque", elogiou.
Para sorte do Brasil e dos outros rivais da Romênia no campeonato, a equipe está desfalcada no Mundial de três de suas principais jogadoras: Cristina Neagu, considerada a melhor meia-esquerda do mundo (ela se recupera de cirurgia no ombro); a pivô Ionela Stanca (grávida), além da armadora direita Patricia Vizitiu (fraturou o nariz). Mesmo assim, Morten trata o rival como grande respeito. "Vamos entrar como se fosse uma final. Temos de manter o nosso estilo de jogo."
A ponta direita Alexandra reconheceu a importância da vitória sobre a França, mas comentou que o time precisa manter os pés no chão. "Essa vitória nos mantém bem no objetivo de ficar em primeiro lugar no grupo, mas temos de pensar jogo a jogo." Nona maior artilheira da competição com 17 gols, ela aposta no calor do público brasileiro para conseguir a quarta vitória seguida no torneio.
"A torcida tem sido nossa oitava jogadora em quadra", disse, falando sobre a importância do apoio na virada sobre a França, na terça. "Quando saímos de quadra no intervalo, ouvimos muitos gritos de incentivo. Isso nos deu força para levantar a cabeça e acreditar na vitória", contou a atleta. O Brasil terminou o primeiro tempo com sete gols atrás (17 a 10) e venceu por 26 a 22.
A campanha impecável até aqui das brasileiras se reflete nas estatísticas. A goleira Chana, destaque na vitória contra as francesas, aparece em terceiro lugar no geral, com 54% de aproveitamento. Em 59 chutes, ela pegou 32 bolas, além de ter defendido dois tiros de 7 metros.
Além de Brasil x Romênia, dois outros jogos serão realizados amanhã pelo Grupo C: Japão x Tunísia (15h) e França x Cuba (17h15).Fonte: Photoegrafia
Brasil arranca virada histórica da França no Mundial
Com dois tempos completamente diferentes, a Seleção Brasileira conquistou virada histórica contra a França hoje (5) no Mundial Feminino de Handebol, no Ibirapuera, e provou que pode, sim, brigar pelo título com as melhores do mundo. Depois de terminar o primeiro tempo sete pontos atrás (17 a 10), as anfitriãs, empurradas pela torcida, venceram por 26 a 22. Chana, goleira do Brasil, foi o destaque do duelo, que garantiu o Brasil nas oitavas de final por antecipação. Com muitos erros de finalização e defesa desorganizada, nem o técnico do Brasil, Morten Soubak, acreditava na virada depois do primeiro tempo. "Eu não esperava conseguir, nem elas. A palavra no vestiário foi que seria muito difícil, mas que iríamos tentar", revelou. Mérito para o treinador que, com uma mudança tática, fortaleceu o sistema defensivo e fez as anfitriãs voltarem com outra cara para a quadra.
No segundo tempo, as vice-campeãs mundiais não jogaram. A Seleção cresceu e, com muita garra, desestabilizou as adversárias. Quem brilhou, e muito, foi a goleira brasileira Chana. Em um momento crucial do jogo, quando o Brasil já havia diminuído a diferença para dois gols, a veterana emendou sequência de defesas espetaculares, de todos os jeitos possíveis, inclusive em um lance de sete metros a três minutos do fim. E também contou com a ajuda da trave.
Decisiva, a pivô Dani Piedade fez o gol de empate (21 a 21) e o da virada. A partir daí, a equipe ampliou a vantagem. A um minuto do apito final, Morten pediu tempo técnico, e Chana não conteve as lágrimas. Ela olhou para o placar como se não acreditasse no que estava vendo: 26 a 22 e a confirmação do triunfo.
"Gritei e vibrei muito a cada defesa. Preciso ser assim, vibrante. Esse foi o jogo mais importante para mim até hoje em um Campeonato Mundial. Foi maravilhoso ganhar de uma favorita como a França. Isso nos dá muita moral e mostra que queremos ir muito além do sétimo lugar conquistado em 2005 (na Rússia, melhor colocação do Brasil na competição)", destacou Chana. "Mas precisamos ser realistas. Não podemos errar como no primeiro tempo, ficando sete gols atrás. Só buscamos a diferença porque somos brasileiras e acreditamos no impossível", completou.
Morten elogiou sua equipe, mas aproveitou para alertar sobre os próximos confrontos. "Foram os melhores 30 minutos dessa Seleção sob o meu comando. Mas precisamos ter os pés no chão. Na quinta (8), temos a Romênia, terceira colocada no Europeu de 2010. Será outra pedreira. E na sexta (9), a Tunísia, que vem jogando muito bem e surpreendendo a todos."
Como não poderia ser diferente, Chana foi eleita a melhor jogadora. Já classificada para as oitavas de final, com três vitórias, a Seleção tem folga na tabela amanhã, como todo o Grupo C, e pega as romenas na quinta às 19h45. O dia, no Ibirapuera, terá também os confrontos entre Japão e Tunísia, às 15h, e França e Cuba, às 17h15.
Pelo Grupo A, em Santos, a Alemanha bateu a China por 23 a 22 (7 a 12 no primeiro tempo). No B, em Barueri, a Espanha bateu a Coreia Coreia do Sul por 29 a 26 (13 a 12). Já pelo Grupo D, em São Bernardo, Costa do Marfim derrotou a Argentina por 25 a 19 (14 a 8).
Fonte: Photoegrafia
No segundo tempo, as vice-campeãs mundiais não jogaram. A Seleção cresceu e, com muita garra, desestabilizou as adversárias. Quem brilhou, e muito, foi a goleira brasileira Chana. Em um momento crucial do jogo, quando o Brasil já havia diminuído a diferença para dois gols, a veterana emendou sequência de defesas espetaculares, de todos os jeitos possíveis, inclusive em um lance de sete metros a três minutos do fim. E também contou com a ajuda da trave.
Decisiva, a pivô Dani Piedade fez o gol de empate (21 a 21) e o da virada. A partir daí, a equipe ampliou a vantagem. A um minuto do apito final, Morten pediu tempo técnico, e Chana não conteve as lágrimas. Ela olhou para o placar como se não acreditasse no que estava vendo: 26 a 22 e a confirmação do triunfo.
"Gritei e vibrei muito a cada defesa. Preciso ser assim, vibrante. Esse foi o jogo mais importante para mim até hoje em um Campeonato Mundial. Foi maravilhoso ganhar de uma favorita como a França. Isso nos dá muita moral e mostra que queremos ir muito além do sétimo lugar conquistado em 2005 (na Rússia, melhor colocação do Brasil na competição)", destacou Chana. "Mas precisamos ser realistas. Não podemos errar como no primeiro tempo, ficando sete gols atrás. Só buscamos a diferença porque somos brasileiras e acreditamos no impossível", completou.
Morten elogiou sua equipe, mas aproveitou para alertar sobre os próximos confrontos. "Foram os melhores 30 minutos dessa Seleção sob o meu comando. Mas precisamos ter os pés no chão. Na quinta (8), temos a Romênia, terceira colocada no Europeu de 2010. Será outra pedreira. E na sexta (9), a Tunísia, que vem jogando muito bem e surpreendendo a todos."
Como não poderia ser diferente, Chana foi eleita a melhor jogadora. Já classificada para as oitavas de final, com três vitórias, a Seleção tem folga na tabela amanhã, como todo o Grupo C, e pega as romenas na quinta às 19h45. O dia, no Ibirapuera, terá também os confrontos entre Japão e Tunísia, às 15h, e França e Cuba, às 17h15.
Pelo Grupo A, em Santos, a Alemanha bateu a China por 23 a 22 (7 a 12 no primeiro tempo). No B, em Barueri, a Espanha bateu a Coreia Coreia do Sul por 29 a 26 (13 a 12). Já pelo Grupo D, em São Bernardo, Costa do Marfim derrotou a Argentina por 25 a 19 (14 a 8).
Fonte: Photoegrafia
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Mundial: Brasil derrota Japão e pega a França amanhã (6)
Torcida a favor fazendo "ola", gritando o tempo todo e, com uma grande bandeira estendida. Como contraponto, meia dúzia de torcedores japoneses. Esse foi o cenário da segunda vitória da Seleção Brasileira no Mundial Feminino de Handebol, hoje (5), contra o Japão, por 32 a 24 (16 a 12), no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, sede do Grupo C. O próximo passo rumo às oitavas de final será a França, atual vice-campeã do torneio, amanhã (6), às 19h45. As duas equipes estão invictas e disputam a liderança do grupo.
Logo no início, o clima contagiou as jogadoras quando o público continuou a cantar o Hino Nacional mesmo quando o serviço de som parou de tocar. Embalado, o Brasil bloqueou a primeira jogada das adversárias com a pivô Dara e, no contra-ataque, a armadora-esquerda Deonise abriu o placar. A Seleção abriu vantagem e continuou com boa marcação, mas o Japão cresceu ao passar a explorar bem os dribles.
Na segunda etapa, as brasileiras repetiram alguns erros do primeiro tempo, como troca de passes precipitada. A boa atuação das goleiras foi um dos pontos positivos da partida: se no início Bárbara (Babi) brilhou, Chana também fez defesas difíceis. "Nós dependemos bastante da boa marcação, e as meninas foram muito bem. Fico feliz de ter conseguido ajudar a equipe a sair com a vitória", destacou Babi.
O treinador do Brasil, Morten Soubak, admitiu que é necessário corrigir alguns pontos para as próximas partidas. "Precisamos melhorar em muitos fundamentos, em especial nos passes. É fundamental trabalhar mais a bola e ter paciência para capricharmos nas finalizações."
Sobre a França, próximo adversário, Morten pediu atenção especial com a pivô Allison Pineau, camisa 7. "É uma das melhores equipes do mundo e pode complicar para o nosso lado. As francesas têm um físico excepcional e sabem usar isso muito bem. Mas a Pineau não se aproveita tanto disso. A especialidade dela é ser racional e enxergar muito bem as jogadas."
O técnico francês, Olivier Krumbholz, aponta equilíbrio no duelo contra o Brasil. "Assim como nós, as brasileiras formam uma equipe de muita qualidade. Não acredito que um dos dois esteja em vantagem. As chances são as mesmas, 50% para cada lado. Hoje (na vitória contra a Tunísia), demos 40% do que podemos. Amanhã, precisamos dar 80%", alertou.
Alexandra Nascimento, ponta-direita da Seleção, foi escolhida a melhor jogadora do confronto com as japonesas. Alê dividiu a artilharia da noite com Shiori Kamimachi, do Japão, com sete gols. Além de Brasil, Japão, Tunísia e França, o Grupo C do Mundial conta com Cuba e Romênia. Além de Brasil x França, a rodada de amanhã no Ibirapuera terá ainda Tunísia x Cuba, às 15h, e Romênia x Japão às 17h15.
BRASIL: Chana Masson (goleira), Barbara Arenhart (goleira), Dara (2), Alexandra Nascimento (7), Samira Rocha (2), Daniela Piedade (1), Fernanda Silva (2)., Ana Paula Rodrigues (5), Jéssica Quintino (1), Silvia Helena Pinheiro (3), Moniky Bancilon (0), Duda (6), Mayara Moura (1) e Deonise Cavaleiro (2). Treinador: Morten Soubak
JAPÃO: Kumi Mori (goleira), Hiromi Tashiro (goleira), Kaori Fujima (goleira), Shiori Kamimachi (7), Aide Uegaki (0), Shio Fuji (3), Yumiko Yamano (2), Karina Maki (0), Yuko Arihama (4); Mayuko Ishitate (2), Aiko Hayafune (2) e Shiori Nagata (4). Treinador: Kyungyoung Hwangv
Fonte: Photoegrafia
Logo no início, o clima contagiou as jogadoras quando o público continuou a cantar o Hino Nacional mesmo quando o serviço de som parou de tocar. Embalado, o Brasil bloqueou a primeira jogada das adversárias com a pivô Dara e, no contra-ataque, a armadora-esquerda Deonise abriu o placar. A Seleção abriu vantagem e continuou com boa marcação, mas o Japão cresceu ao passar a explorar bem os dribles.
Na segunda etapa, as brasileiras repetiram alguns erros do primeiro tempo, como troca de passes precipitada. A boa atuação das goleiras foi um dos pontos positivos da partida: se no início Bárbara (Babi) brilhou, Chana também fez defesas difíceis. "Nós dependemos bastante da boa marcação, e as meninas foram muito bem. Fico feliz de ter conseguido ajudar a equipe a sair com a vitória", destacou Babi.
O treinador do Brasil, Morten Soubak, admitiu que é necessário corrigir alguns pontos para as próximas partidas. "Precisamos melhorar em muitos fundamentos, em especial nos passes. É fundamental trabalhar mais a bola e ter paciência para capricharmos nas finalizações."
Sobre a França, próximo adversário, Morten pediu atenção especial com a pivô Allison Pineau, camisa 7. "É uma das melhores equipes do mundo e pode complicar para o nosso lado. As francesas têm um físico excepcional e sabem usar isso muito bem. Mas a Pineau não se aproveita tanto disso. A especialidade dela é ser racional e enxergar muito bem as jogadas."
O técnico francês, Olivier Krumbholz, aponta equilíbrio no duelo contra o Brasil. "Assim como nós, as brasileiras formam uma equipe de muita qualidade. Não acredito que um dos dois esteja em vantagem. As chances são as mesmas, 50% para cada lado. Hoje (na vitória contra a Tunísia), demos 40% do que podemos. Amanhã, precisamos dar 80%", alertou.
Alexandra Nascimento, ponta-direita da Seleção, foi escolhida a melhor jogadora do confronto com as japonesas. Alê dividiu a artilharia da noite com Shiori Kamimachi, do Japão, com sete gols. Além de Brasil, Japão, Tunísia e França, o Grupo C do Mundial conta com Cuba e Romênia. Além de Brasil x França, a rodada de amanhã no Ibirapuera terá ainda Tunísia x Cuba, às 15h, e Romênia x Japão às 17h15.
BRASIL: Chana Masson (goleira), Barbara Arenhart (goleira), Dara (2), Alexandra Nascimento (7), Samira Rocha (2), Daniela Piedade (1), Fernanda Silva (2)., Ana Paula Rodrigues (5), Jéssica Quintino (1), Silvia Helena Pinheiro (3), Moniky Bancilon (0), Duda (6), Mayara Moura (1) e Deonise Cavaleiro (2). Treinador: Morten Soubak
JAPÃO: Kumi Mori (goleira), Hiromi Tashiro (goleira), Kaori Fujima (goleira), Shiori Kamimachi (7), Aide Uegaki (0), Shio Fuji (3), Yumiko Yamano (2), Karina Maki (0), Yuko Arihama (4); Mayuko Ishitate (2), Aiko Hayafune (2) e Shiori Nagata (4). Treinador: Kyungyoung Hwangv
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Brasil enfrenta o Japão em busca da segunda vitória
Encarar todo jogo como difícil. Esse é o pensamento da Seleção Brasileira Feminina de Handebol para o Campeonato Mundial, que está sendo disputado em São Paulo. E a frase será ainda mais reforçada no grupo até amanhã (5), quando a equipe volta ao Ginásio do Ibirapuera, na Capital, às 19h45, para enfrentar o Japão, adversário que, teoricamente, não é dos mais complicados. Na estreia, o Brasil derrotou as cubanas na sexta (2), por 37 a 21, e as japonesas perderam para a França ontem (4), por 41 a 22.
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Quem falou sobre essa filosofia de trabalho da Seleção foi a central Mayara. "Passada a ansiedade do primeiro jogo, claro que estamos um pouco mais tranquilas. Mas não podemos nos acomodar e entrar em quadra achando que vai ser fácil ganhar só porque o adversário não é forte como uma Rússia, por exemplo. Todos os times estão igualmente motivados", comentou. "Acho que o mais importante para amanhã é ajustarmos as finalizações. Perdemos alguns gols fáceis contra Cuba", completou a jogadora, que treinou com o grupo ontem à tarde, no Pinheiros.
Fernanda, artilheira da estreia com oito gols, adiantou quais cuidados especiais as brasileiras precisam ficar atentas contra o Japão. "É uma equipe bastante rápida e que consegue surpreender durante o jogo, principalmente na formação da defesa. Estudamos bastante esse fator, e a dica do Morten (Soubak, técnico da Seleção) é uma só: concentração para não nos abalarmos quando elas mudarem o jeito de jogar. Além disso, somos mais fortes fisicamente e esse é um ponto a nosso favor que podemos explorar."
Também amanhã, o Ginásio Ibirapuera receberá outros dois confrontos do Grupo C pela segunda rodada. Às 15h, entram em quadra Cuba e Romênia. Em seguida, às 17h15, será a vez de Tunísia e França. O Mundial, disputado entre 24 seleções, vai até o dia 18 de dezembro. As cidades de Santos (Grupo A), Barueri (Grupo B) e São Bernardo do Campo (Grupo D), também recebem partidas.
Equipes do Grupo D retornam ao ginásio para treinos
Assim como no grupo do Brasil, as equipes do Gupo D, sediado em São Bernardo do Campo, também estão de folga hoje (4) na tabela. Todas elas (Suécia, Argentina, Dinamarca, Uruguai, Croácia, Costa do Marfim) treinaram no Ginásio Poliesportivo Adib Moysés Dib.
Amanhã (5), elas voltam à quadra para a segunda rodada da chave. As primeiras a entrar em quadra serão Costa do Marfim e Suécia às 15h15. Argentina e Dinamarca se enfrentam às 17h45. Uruguai e Croácia encerram a rodada às 20h.Assista ao VIVO no ESPORTE INTERATIVO
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